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Arquiteturas do Concelho - Realidade aumentada

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ntónio Menéres e as “Arquitecturas do Concelho” – Esposende entre o Atlântico e as suas terras.
Um dos passeios que mais gosto de dar é ir a Esposende ver desaguar o Cávado. Existe lá um bar apropriado para isso. Um rio é a infância da água. As margens, o leito, tudo a protege. Na foz é que há a aventura do mar largo. Acabou-se qualquer possível árvore genealógica, visível no anel do dedo. Acabou-se mesmo qualquer passado. É o convívio com a distância, com o incomensurável. É o anonimato. E a todo o momento há água que se lança nessa aventura. Adeus margens verdejantes, adeus pontes, adeus peixes conhecidos. Agora é o mar salgado, a aventura sem retorno, nem mesmo na maré cheia. E é em Esposende que eu gosto de assistir, durante horas, a troco de uma imperial, à morte de um rio que envelheceu a romper pedras e plantas, que lutou, que torneou obstáculos. Impossível voltar atrás. Agora é a morte. Ou a vida. – Ruy Belo – “a morte da água”
Consumada a usurpação do texto ao poeta partimos sem retorno como alavanca de partida. O apetite, a façanha, a proteção, o desmedido, o anonimato, a advento do rio Cávado que envelhece a rasgar, a combater, a tornear barreiras e agora é impossível voltar porque a fotografia já foi concebida. Pode ser um déjà vu, a frase que se disseminou pelo mundo “uma imagem vale mais que mil palavras” - Filosofo chines Chiu Kung, mais conhecido por Confúcio no século 5/6 a. C., mas introduz-nos num conceito transversal que viaja no tempo e mostra o fenómeno do visual ultrapassando a simples propriedade do reflexo gerando, abarcando outras dimensões no domínio do conhecimento do afectivo, da emoção e gera a pluralidade interpretativa. O produto final resulta como modo de comunicação representativo, produtor de imagens, de expressão de um momento.
Por mais palavras que se arrisque a introduzir neste texto não atingimos a convergência do momento, onde o mundo é absorvido e introduzido na superfície sensível no interior do retângulo, do quadrado ou de outra forma. O momento da onda eletromagnética, a luz que se materializa no papel fica agarrada, posteriormente vem a avaliação.
Mas, sem pretensiosismos sobre a essência ou o mote da fotografia é sondando o vocábulo de origem, o étimo é grego - foto “luz”, grafis “estilo/pincel” ou grafia “escrita”, luz escrita ou desenhadas que se explica por uma habilidade de concepção de reflexos de uma exposição luminosa que se fixa numa superfície sensível. Mas se desviarmos o ponto de observação para a narrativa do processo da fotografia confirmamos que se perde no passado, nas entranhas da crónica do Homem. No entanto, em 1826, a história da primeira fotografia aponta para o francês Joseph Niépce que consegue imprimir luz num suporte sem tinta. Deste modo, surgem duas novas palavras a fotografia e fotografo.
António Menéres, o homem, que no ano de 1930 em Matosinhos, a primavera, viu nascer o fotografo que passados 7 anos, num concurso lançado pelo jornal” O Primeiro de Janeiro”, obteve o 1.º prémio do desenho de infantil, mostrando a Praça da Liberdade, no Porto, auferindo um “caixote” 6x9, Zeiss Ikon - máquina de fotografia. Esta máquina fotográfica é um marco na forma de ver de António Menéres onde o olhar amadureceu o fotografo e transformou no Arquitecto.
Desde cedo encetou a sua epopeia na cristalização do olhar através da lente de uma máquina fotográfica. O saber ver foi sendo desenhado pela luminosidade e registada na fotografia. Paulatinamente com a velocidade do tempo foi interceptando as ondas eletromagnéticas na face sensível e acumulando missões. Os seus testemunhos são hoje motivos de regozijo, jubilo da paciência do “frame by frame”, onde o passado ficou prezo na superfície da pelicula e desenha a candura do momento. A senda esboçada é de, essencialmente, contemplador perspicaz. A paixão do ver numa sede continua do registo livre da luz que o acompanha.
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